O Brasil e a Turquia conseguiram um acordo com o Irã. A despeito da eventual fragilidade deste acordo, é um avanço. A ONU, por meio do seu Conselho de Segurança, pode adotar sanções contra o Irã. O Conselho de Segurança possui cinco membros permanentes que tem direito a veto: Reino Unido, Estados Unidos, China, França e Rússia. Possui ainda dez outros membros não permanentes: Brasil, Turquia, Uganda, Gabão, Nigéria, Áustria, Bósnia, Japão, Líbano e México.
A constituição do Conselho de Segurança da ONU foi influenciada pela correlação de forças do pós-Segunda Guerra Mundial. A legislação dá um poder desproporcional aos países com direito a veto. Sem eles, quase nada podem fazer os demais. A correlação de forças políticas e econômicas no mundo mudou e a constituição deste conselho de segurança tornou-se anacrônica. Todavia, ainda exercem influência com base na sua constituição vigente. Agem como guardiões da estabilidade política no mundo, embora isto não se reflita em resultados condizentes na atualidade. Lembremo-nos da Guerra do Iraque.
Por conta disso, o acordo firmado com o Irã, mediado por Brasil e Turquia, pode ser visto como evidência da necessidade de uma nova constituição deste organismo mediador de conflitos internacionais, ou mesmo da mudança dos normativos pertinentes ao órgão, dando uma representatividade que expresse a correlação de forças políticas e econômicas vigentes na atualidade. Esta é a primeira vez que o Brasil figura como protagonista de um acordo internacional desta natureza. Por conta disso é bom que se mantenha a posição de firmeza e diálogo.
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Este tema é de grande relevância e demonstra sinais de que o ” Gigante quer acordar” .As eviedências são bem claras quando olhamos para nossos recursos naturais , nossa economia de certa forma estável e nosso futuro promissor .Podemos sim mediar assuntos de interesse global.
Forte abraço e parabéns pelo serviço de sentinela de assuntos nacionais como este.
Fica com Deus.